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Minha modesta opinião não-profissional sobre cinema, livros e séries. E como mais vale um gosto que um caminhão de abóbora, falo do que mais quiser...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Um Método Perigoso

Teoricamente, o filme trata de um método perigoso, o da psicanálise. Ainda, a história comenta a relação entre Jung e Freud. 
Se a ideia do filme abre possibilidade para ser algo muito interessante, sua execução não alcança um filme que prenda por completo. O método em si é citado levemente, no começo, e a história que acontece é um romance suave e a vidinha de Jung. Acredito que até uma biografia do cara fosse ser mais interessante. Na sala em que eu estava, uma pessoa ressonava altamente durante o filme (um bom indício de que não é lá essas coisas). 
Por fim, se você é um entusiasta da psicanálise, com certeza não vai gostar da última frase do filme: ele termina dizendo que Jung foi o maior psicólogo de todos os tempos (literalmente). Talvez na opinião de quem escreveu o roteiro.

PS: sempre fico impressionada com a semelhança entre a Keira Knightley e a Natalie Portman...
PS 2: Odeio essas propagandas enfiadas sem eu pedir no meio do blog.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes 2: O jogo de sombras

Pois é... Né... É... 

Bom, sábado logo após a estréia, é de se supor que a sala esteja mesmo lotada... Então lá fomos nós na sessão da meia noite assistir o dito cujo. O grande problema é que ele não foge da maldição quase absoluta de "o segundo filme é pior do que o primeiro" e essa combinação junto com o horário avançado não foi uma boa ideia. Eu não cheguei a dormir, mas teve gente que chegou. Levando em conta que me pareceu que este teve mais cenas de ação do que o anterior, isso é mau, mau sinal. Aliás, mais cenas de ação do que deveria... E cenas em câmera lenta, muitas cenas em câmera lenta. Uma pena. O primeiro tão cativante e esse assim, meio chocho. Até a amizade-quase-gay dos personagens principais está mais tênue. Não posso dizer que o filme é o máximo.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A árvore da vida


Quer ver um filme ruim? Mas um filme ruim, mesmo? Então, gaste seu dinheiro com esse lixo. Em 29 anos de vida e poucos menos de cinema, nunca vi tanta gente sair de um filme no meio. 

Eu já tinha visto o trailer e, no começo, quando vi que era com o Brad Pitt e o Sean Penn, achei que ia gostar. Até o fim do trailer, tinha desistido de ver o filme. O trailer é entediante. Mas aí, contrariando minha humilde opinião, minha mãe quis ver o filme em minha companhia e como dizer não pra um convite pra ir ao cinema? Impossível. 

Eu lembro quando fiz cursinho e a professora de redação falava pra você, aluno arrogante, nunca começar uma redação com a frase "nos primórdios da humanidade" porque você jamais conseguiria dar conta de contar toda a história da humanidade e ainda elaborar uma redação pertinente ao tema em apenas 30 linhas. Pois bem, o autor do filme tenta (e falha, lógico) contar simplesmente a história do universo em meia hora (ou foram 12 horas? Dormi um pouquinho...). Mostra a formação das estrelas, da Via Láctea, da Terra, do caldo primordial, dos primeiros seres unicelulares, dos primeiros seres pluricelulares, organismos aquáticos mais complexos, plantas, insetos, organismos terrestres, passa pelos dinossauros, mostra o meteoro vindo em direção à Terra, os mamíferos se proliferando, a história evolutiva dos hominídeos, o Homo sapiens, o casal principal do filme (que só tem 5 personagens, dois parentais e 3 filhos) até nascerem os filhos... Tudo isso em ritmo lento. O único senão legal dessa parte é que numa dada hora aparece uma imagem de uma aplísia nadando no mar. O ruim é que se vc não fez biologia, provavelmente vc não tem a menor ideia de que aquilo é uma aplísia, acha que é só uma lesma gosmenta. Mas eu achei legal, eheheh. Daí, dá pra ver o ritmo do filme. E sua ENORME pretensão. Afe.

Ainda, deve ter sido o dinheiro mais fácil que o Sean Penn ganhou na vida: ele tem uma única fala o filme inteiro. A história não tem nada de mais, nada se explica e vc sai do cinema pensando. WTF????? Por que foi que eu gastei meu tempo e meu dinheiro pra isso??? Na minha sala, quando acabou, o clima foi de alívio total... Mas não o  tipo de alívio que vc sente quando acaba A Professora de Piano ou o Anticristo... No Árvore da Vida teve gente que bateu palma, gargalhou e falou "até que enfim acabou"... Fala sério.

A crítica ou foi paga pra falar bem dessa bomba, ou pregou uma peça na gente. Evite a todo custo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

X-Men - First Class

Ok, ok, digam o que quiser, é sempre legal ver um filme dos X-Men em tela grande! Mesmo sem o Gambit...

Aparentemente, os fãs de quadrinhos morderam a língua (bom, talvez não com muita força) depois de verem o filme em questão. Trata-se de um reboot da série lançada pela 20th Century Fox, que comprou os direitos dos quadrinhos antes da Marvel ter seu próprio estúdio... Se antes a Fox pisou na bola em muitos pontos, neste filme, dizem os "especialistas" (comunicação pessoal desse povo aqui), foi surpreendentemente positivo, "correndo o risco de levar xingo", eheheh. 

A minha opinião de não seguidora de quadrinhos captou alguns pontos que devem ser colocados: primeiro, a maquiagem, em especial da Mística, estava horrível (e prefiro a atriz dos outros filmes, também). Perdeu e muito para a dos outros filmes. Segundo, as participações pra lá de especiais são muito divertidas e não deixe ninguém te contar quais são. Terceiro, o relacionamento do Professor Xavier e do Magneto é... pra lá de fraternas, rs. Me lembrou a relação entre o Dumbledore e o Grindelwald. Quarto: James McVoy ficou ótimo de Xavier "jovem", e a cantada dele? ahahahah. Quinto, Kevin Bacon foi acertadamente chamado de "homem-botox" pelos meus amigos. Nenhuma expressão facial. Destaque para a refilmagem da primeira cena, que é idêntica à primeira cena do primeiro X-men. 

Eu me diverti vendo o filme e sugiro uma ida ao cinema sem grandes expectativas, a não ser curtir um filme.

Piratas do Caribe 4

Logo quando fui escrever o título do filme, ao invés de colocar um "4", apertei o shift e coloquei um "$", sem querer... Longas séries de filme não podem fugir do óbvio, de dar dinheiro. No entanto, o filme 4, que poderia ser o pior deles, é melhor que o anterior, mas não melhor que o primeiro (claro). A história prende até quem está com sono, ou seja, é divertido. Do elenco dos primeiros filmes, o inimigo mantém-se (Geoffrey Rush, o  pirata Barbossa), mas isso não impede quem não viu os outros filmes de entender o que se passa (talvez perca uma ou outra piada). Além disso, junta-se ao elenco Penélope Cruz, uma excelente aquisição. 

Johnny Depp continua um capítulo à parte. Mesmo com milhares de trejeitos e maquiagem borrada E dentes amarelos (ou algo pior, rs), o seu pirata é um charme. O filme, é, em resumo, uma boa pedida, embora não seja surpreendente. Mesmo sendo do meu queridinho dos seriados Jerry Bruckheimer...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Garota da Capa Vermelha

Ó, céus!! Realmente não podemos falar que toda a culpa das misérias futuras do mundo serão da juventude de agora, se os adultos insistem em tratar a todos como idiotas. O filme é tão ruim que chega a ser ridículo. 

Na esteira de Crepúsculo (inclusive na esteira do mesmo diretor), o filme fala de um triângulo amoroso e inclui, impressionantemente, um lobisomem, montanhas nevadas, a mocinha em perigo, nada de sexo e seus pretendentes tendo que se unir para salvá-la. Tudo porque o lobisomem quer a mocinha pra ele. Mas quem é o lobisomem? 

O lobisomem é mau mesmo, não circula de dia e não pode pisar em solo sagrado. E pasmem: é alguém da vila. Tchãn! Mistério... Chamam então um padre muito "simpático" (Gary Oldman. Não é que ele esteja atuando mal, é que o papel é um lixo, mesmo) e de sotaque carregado (poderia ser mais esteriotipado?) pra tentar descobrí-lo e matá-lo. Bom, se o ser sobrenatural não pode entrar na igreja, bastaria que todos fossem convocados a ela. Quem não entrar, é o lobo. Mas essa é uma solução muito inteligente, é melhor mesmo deixar a mocinha de isca e seja o que deus quiser. Fala sério.

Perderam uma boa chance de fazer uma releitura assustadora e fabulosa do conto, que nada mais é do que uma paródia daquela época da vida em que as mocinhas se aventuram pra mais longe de casa (a floresta) e acabam encontrando o lobo mau (namorado) mesmo contra recomendações da mamãe. E o lobo mau já comeu a vovozinha, óbvio, senão a mamãe não teria nascido, né?

Vale mencionar que gostei da cena que o namoradinho da mocinha, no meio de um beijo caliente, diz "I could eat you up". Mas que nada. 

Só pra se ter uma ideia de como poderia ser feita uma história bem diferente: alguns anos atrás eu fazia mediação de leitura para crianças pré-alfabetizadas e havia um livro que se chamava Bruxa, bruxa. Trata-se de um livro ricamente ilustrado por Pat Ludlow e numa das páginas tem uma ilustração até meiga da chapeuzinho. Um dia, uma das crianças surtou, pois quando viu essa imagem, imaginou a menina tão meiga envolta numa poça de sangue.

Pra terminar, como disse Chico Buarque: lobolobolobolobolobolobolobolo. De tanto repetir "lobo", ele virou um bolo e a chapeuzinho comeu ele e nunca mais teve medo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Thor

Se você curte quadrinhos, acredito que o filme vale a pena. Aparentemente, os filmes baseados nos quadrinhos da Marvel andam subindo de nível, já que atualmente a própria Marvel tem seu estúdio (Marvel Studios). 

Se você não curte quadrinhos, vale a pena ir também. O filme é divertido, cheio de ação, visualmente bonito. Fui assistir no IMAX em 3D e em alguns momentos percebi que as cenas estavam levemente desfocadas, fiquei em dúvida se o problema era a qualidade dos óculos ou o fato do filme ter sido filmado em 2D e convertido posteriormente. Pena, porque os cenários são bem interessantes. 

Se você não curte quadrinhos nem filmes de ação, mas não perde a chance de ver um deus nórdico sem camisa, bom, não existe filme melhor. Eu particularmente não acho o Chris Hemsworth tão bonito assim, mas ele encarna um deus nórdico com tanta eficiência que a auto confiança do personagem deixa ele simplesmente... divino, como o personagem de fato é. As pessoas que duvidaram que ele fosse capaz de fazer um personagem tão másculo com certeza vão morder a língua. A Natalie Portman me pareceu uma mortalzinha sem graça perto dele. Piquinininha... Mas acho que era essa a intenção. 

O melhor de tudo foi ir ver o filme com uma nerd de plantão (Cammy Risek), que dava pulos na poltrona regularmente (pombas, o Stan Lee aparece em TODOS os filmes da Marvel, precisa pular? ehehe)... E que soltava spoilers no meu ouvido. 


Em todo caso, diversão garantida!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cisne Negro



Como se não bastasse assistir uma vez, fui assistir duas vezes. Em companhias diferentes e com olhos diferentes. Da primeira vez que fui assistir, tinha apenas visto cartazes do filme, e já gostei. A segunda vez foi por acaso, mas não menos interessante. A Natalie Portman é uma excelente atriz, com certeza digna de Oscar, como uma sequência de filmes tem me mostrado. Impressionante o que o tempo e a maquiagem podem fazer, demorei pra reconhecer que era a Winona Ryder fazendo o papel de bailarina aposentada e fiquei chocada quando vi o Vincent Cassel correndo pelo calçadão ao lado de um trio elétrico no carnaval em Copacabana (ele é muuuito mais velho ao vivo).

Bobagens à parte, não se trata de um filme para os de coração fraco. É aflitivo, chega a dar medo. Tenso. No fim das contas (não no fim do filme), é apenas um filme sobre qualquer um. Em extremo, mas sobre o pior inimigo de qualquer pessoa muito exigente. É um terror psicológico como a muito tempo eu não via. Super recomendo!!! (reparou na mão vermelha?...)

VIPs

É sempre bom poder ir ao cinema e não ficar correndo os olhos de cima pra baixo, pra acompanhar as legendas... Por mais que eu entenda inglês, sempre acabo lendo a legenda, então, fico mais descansada quando vejo filme nacional, ehehe.
Parece que a história do filme é real, então, só posso dizer que o rapaz é muito maluco. O filme é envolvente e divertido. O único porém que me parece é que ele não precisava ser tão literal. O espectador consegue perceber a diferença entre o real e o imaginário sem que lhe digam explicitamente.
Wagner Moura, como sempre, demais. Comecei a gostar dele quando ele interpretava a Dona Magali, em Sexo Frágil. Só melhorou.